Caracterizações Bioquímica e Hemostática de Pacientes Com Diabetes Mellitus Tipo 2 em Insulinização

Nome: Nadmy Arrivabene Zavaris Gonçalves
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 15/07/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Daniela Amorim Melgaço Guimarães do Bem Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Breno Valentim Nogueira Examinador Interno
Daniela Amorim Melgaço Guimarães do Bem Orientador
ISABELE BESERRA SANTOS GOMES Examinador Externo

Resumo: O estudo objetivou caracterizar hemostática e bioquimicamente pacientes com diabetes mellitos tipo 2 (DM2) que evoluíram para insulinização. Compuseram o grupo em análise, 40 pacientes atendidos pela Unidade Básica de Saúde de Consolação, Vitória/ES, com idade entre 25 e 80 anos, diagnóstico de DM2 em utilização de insulina. Para o controle, foram selecionados 40 pacientes na mesma faixa etária, sem diagnóstico laboratorial e/ou clínico de DM. Foram dosados marcadores de inflamação, hipercoagulabilidade e fibrinólise: fibrinogênio, dímero-D (D-Di) e inibidor do ativador do plasminogênio tipo 1 (PAI-1). O polimorfismo (-675 4G/5G) na região promotora do gene do PAI-1 foi correlacionado com seus níveis plasmáticos. Foram medidos os parâmetros bioquímicos: glicemia de jejum (GJ), hemoglobina glicada (HbA1C), colesterol total (CT), colesterol HDL (HDLc), colesterol LDL (LDLc), triglicerídeo (TGC), proteína C reativa ultra sensível (PCRus), ureia e creatinina plasmáticas. Houve ainda a verificação do IMC, obesidade, tabagismo, hipotireoidismo, hipertensão, dislipidemia e resistência à insulina. A análise estatística mostrou diferença (p < 0,05) entre os grupos em relação aos valores médios de HDLc, VLDLc, TGC, ureia, PCRus e fibrinogênio. Houve diferença entre os grupos para VLDLc, TGC, creatinina e fibrinogênio alterados. No controle foram observadas as correlações: fibrinogênio e glicemia, fibrinogênio e PCRus, PAI-1 e glicemia, PAI-1 e IMC. No grupo DM2 em insulinização houve correlação para fibrinogênio e D-di, fibrinogênio e PCRus, D-Di e glicemia (negativa), PAI-1 e triglicerídeo, PAI-1 e IMC. Níveis de PAI-1 foram estatisticamente maiores no grupo controle em indivíduos com genótipo 5G5G, seguido de 4G5G e 4G4G. A Regressão Logística Binária confirmou que as variáveis hipertensão e fibrinogênio foram significantes ao p-valor (0.009) e (0.049) e ODDS Ratio ajustado (4,184; 1,426-12,276) e (3,293; 1,006-10,775) respectivamente, mostrando que hipertensos têm um risco 4,18 vezes maior de terem DM2 insulinizada e que indivíduos com hiperfibrinogenemia possuem um risco 3,29 vezes maior. Com o estudo espera-se contribuir para melhor entendimento das complexas alterações que acompanham o paciente diabético tipo 2 usuário de insulina numa expectativa de buscar adequado tratamento e prevenção para as complicações macrovasculares do diabetes.

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