Caracterização Bioquímica, Comportamental e Histológica da toxina parkinsoniana:1-metil-4-(2’-metilfenil)-1,2,3,6-tetrahidropiridina (um análogo do MPTP).

Nome: Agihane Rodrigues Almeida
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 26/08/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Cristina Martins e Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Santana Coelho Examinador Interno
Cristina Martins e Silva Orientador
Lívia Carla de Melo Rodrigues Examinador Externo
Rita Gomes Wanderley Pires Coorientador

Resumo: A doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo causado pela perda dos neurônios dopaminérgicos da substância negra pars compacta, que afeta cerca de 1% das pessoas a partir dos 70 anos. A procura por modelos de estudos que induzam neurodegeneração dopaminérgica têm mostrado os esforços científicos para minimizar os problemas gerados pela doença.
Um modelo murino muito estudado para neurodegeneração dopaminérgica utiliza a toxina MPTP. Em seguida, pesquisadores criaram na década de 1980 os análogos do MPTP. Sintetizaram diversos (acima de 30) na tentativa de descobrir quais características estruturais dessa classe de compostos são importantes para o desenvolvimento da neurotoxicidade. Descreveram um estudo com 1-metil-4-(2-metilfenil)-1,2,3,6-tetrahidropiridina (2-CH3-MPTP), e descobriram que esse análogo é mais potente que o MPTP. Atualmente, o modelo de estudo, para Doença de Parkinson, utilizando esse análogo é inexistente. Sendo assim, o este projeto propõe a realização de experimentos que serão importantes para estabelecer uma nova neurotoxina, utilizando modelo murino da DP.
O objetivo geral deste trabalho é caracterizar o 1-metil-4-(2-metilfenil)-1,2,3,6-Tetrahidropiridina- 2CH3-MPTP, através de procedimentos histológicos, bioquímicos e testes comportamentais. Sendo que os objetivos específicos são: estabelecer uma dose padrão de 2CH3-MPTP que cause neurodegeneração dopaminérgica; quantificar a neurodegeneração dos níveis de dopamina e dos metabólitos através da análise bioquímica e histológica e analisar possíveis alterações locomotoras.
Os experimentos serão conduzidos utilizando camundongos machos da linhagem C57Bl/6 de doze semanas de idade (25-30g), mantidos em gaiolas sobre um ciclo claro-escuro de 12:12h. Os procedimentos de manuseio e cuidado com os animais envolvidos neste projeto seguirão as normas estabelecidas pela Comissão de Ética no Uso de Animais - Protocolo nº 001/2011CEUA/UFES e, os quais também serão avaliados por essa comissão.
Os camundongos receberão injeções intraperitoneais de 2-CH3-MPTP uma vez ao dia por 5 dias. As doses para cada injeção serão de 2, 5 e 10 mg/kg da droga na base livre. Esses animais serão submetidos a testes comportamentais como: teste da capacidade olfatória; atividade locomotora em campo aberto; teste de força de agarre (grip test) e wire hang. Além desses testes, será realizada a quantificação da degeneração dopaminérgica através de procedimentos de imunoistoquímica e a análise dos níveis de dopamina, DOPAC e HVA no estriado serão feitas por cromatografia líquida de alta pressão (HPLC).
Na realização deste trabalho, espera-se estabelecer uma dose padrão de CH3-MPTP que cause neurodegeneração dopaminérgica e confirme que o análogo é mais potente que sua toxina de origem, o MPTP. Logo, os níveis de dopamina e dos metabólitos devem apresentar concentrações abaixo dos níveis de dopamina encontrados nos animais controle. Assim, espera-se que os procedimentos bioquímicos e histológicos, que serão utilizados neste projeto, comprovem essa redução. Além disso, utilizando os testes comportamentais, espera-se observar possíveis alterações locomotoras e apresentação do fenótipo que caracteriza a doença nos animais.

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