Avaliação dos Efeitos Tóxicos da Exposição ao Inseticida Clorpirifós Sobre As Respostas Cardiovasculares e Comportamentais em Animais Experimentais

Nome: Alexandre Frinhani Cunha
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 23/07/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Karla Nívea Sampaio Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Karla Nívea Sampaio Orientador
Leonardo Resstel Barbosa Moraes Examinador Interno
Tadeu Uggere de Andrade Examinador Externo

Resumo: Dentre os agrotóxicos disponíveis para utilização, se destacam os organofosforados, considerados um dos principais responsáveis por intoxicações, óbitos e tentativas de suicídio no Brasil. O clorpirifós, organofosforado extensamente utilizado, exerce sua ação tóxica, em parte, devido à inibição da enzima acetilcolinesterase, o que resulta em excesso de acetilcolina nas sinapses colinérgicas, promovendo sinais e efeitos diversos resultantes do aumento de ativação tanto de receptores no sistema nervoso central quanto de receptores periféricos muscarínicos e nicotínicos. Tendo em vista as profundas alterações promovidas em diversos sistemas nos indivíduos expostos, desperta um particular interesse os efeitos causados pela intoxicação pelo clorpirifós sobre o sistema cardiovascular e sobre o comportamento. Assim sendo, o objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da exposição aguda a doses subletais do inseticida clorpirifós sobre três reflexos cardiovasculares (barorreflexo, reflexo de BezoldJarisch e quimiorreflexo), sobre a atividade de algumas enzimas (colinesterase plasmática, creatina-quinase fração MB e lactato desidrogenase) e sobre alguns parâmetros comportamentais em animais experimentais. Para os testes cardiovasculares, os animais foram inicialmente submetidos à cateterização da artéria e veia femoral e, 24 horas após, tratados com clorpirifós 30 mg/kg ou salina. Um dia após o tratamento, foram realizados os registros cardiovasculares para avaliação desses reflexos. Estes mesmo animais forneceram amostras para as dosagens enzimáticas, coletadas antes e após o tratamento. Para a avaliação comportamental, os animais foram tratados com clorpirifós 20, 25 e 30 mg/kg ou com salina. Em seguida, foram submetidos ao teste do campo aberto, labirinto em cruz elevado e teste do nado forçado. Sobre o comportamento, o tratamento com o organofosforado induziu um possível efeito ansiogênico e depressivo nos animais testados. Nas dosagens enzimáticas, a atividade da colinesterase plasmática foi significativamente reduzida e, em alguns dos animais tratados, foram observados indícios de lesão cardiovascular, evidenciados por aumento da atividade das enzimas CK-MB e LDH. Em relação aos testes cardiovasculares, o tratamento com o clorpirifós foi capaz de causar prejuízo na resposta bradicárdica dos três reflexos testados. Adicionalmente, a exposição ao clorpirifós foi capaz de promover redução 14 na resposta hipertensora do quimiorreflexo, na hipotensora do RBJ e no range e ganho do barorreflexo.

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