Avaliação do efeito neuroprotetor do ácido rosmarínico em um modelo pré-clínico de transtorno de estresse pós-traumático em camundongos

Nome: Rafael Moraes Aguiar
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 08/05/2019
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Adair Roberto Soares dos Santos Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adair Roberto Soares dos Santos Orientador
Cristina Martins e Silva Coorientador
Fabiana Vasconcelos Campos Examinador Interno
Lívia Carla de Melo Rodrigues Examinador Externo

Resumo: Indrodução: O transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um distúrbio psiquiátrico incapacitante desencadeado após exposição a eventos traumáticos como guerras, acidentes, agressões, sequestros, violência sexual e/ou física entre outros. Esse distúrbio gera várias alterações orgânicas, dentre elas a desregulação do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA) que está associado a alterações na secreção de cortisol e neurodegeneração em regiões como amígdala, hipocampo e córtex pré-frontal (CPF). Embora a maioria dos pacientes se recupere desta desordem por meio de psicoterapia e/ou farmacoterapia, grande parte dos pacientes apresentam recidivas, resistência ou resposta refratária ao tratamento. Dentre as terapias, o uso de plantas medicinais e/ou de seus derivados tem-se monstrado efetivo no tratamento de diversas doenças do sistema nervoso central. Neste contexto, o ácido rosmarínico (AR) emerge como potencial terapêutico devido a seus efeitos antioxidantes, neuroprotetores e antidepressivos já descritos cientificamente. Objetivo: no presente estudo, testamos se o tratamento oral com o AR atenua ou mesmo previne os sintomas emocionais e alterações bioquímicas presentes no modelo pré-clínico de TEPT. Material e métodos: Camundongos Swiss machos e fêmeas foram submetidos a um modelo de TEPT por meio de um choque inescapável nas patas. Avaliação da atividade locomotora, emocional (medo, ansiedade) e de aprendizado e memória foram realizadas. Além disto, foi quantificada a concentração de corticosterona no plasma. Também foram quantificados os níveis protéicos do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e do fator neurotrófico derivado da glia (GDNF) no hipocampo através de imunoblot. Resultados e conclusão: A análise comportamental do tempo de congelamento ou freezing mostrou um resultado de formato em U no paradigma de curva dose-resposta dos animais tratados com o AR, apontando a dose de 30 mg/kg como a mais eficiente em prevenir o comportamento de freezing [F(5, 78) = 18,36; p ≤ 0,0001], considerado o aspecto comportamental mais palpável na análise etológica em modelos pré-clínicos de trauma. O tratamento com o AR na dose de 30 mg/kg também manteve os níveis de corticosterona 24h após o evento traumático mantendo em níveis semelhantes ao dos animais controle, sugerindo um efeito protetor sobre o eixo HHA. No teste de esquiva inibitória a resposta dos animais apontou que não há ação negativa ou inespecífica do AR 30 mg/kg sobre a memória ou aprendizagem [F(1, 31) = 167,1; p ≤ 0,0001]. Adicionalmente, o tratamento com o AR 30 mg/kg tendeu manter a expressão protéica de BDNF e GDNF semelhante aos animais controle. Em conclusão, nós sugerimos que o tratamento com AR na dose 30mg/kg possa ser uma potencial droga para aliviar sintomas comportamentais debilitantes, além de regular algumas das alterações bioquímicas desencadeadas pelo TEPT.

Palavras chaves: Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), ácido rosmarínico (AR), eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal (HHA), esquiva inibitória (EI), fatores neurotróficos, neuroinflamação.

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