Estudo da Citotoxicidade do Ácido Rosmarínico em Modelos In Vitro de Câncer Humano

Nome: Marcele Lorentz Mattos de Souza
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/09/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Adair Roberto Soares dos Santos Coorientador
Cristina Martins e Silva Examinador Interno
Ian Victor Silva Examinador Externo
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador

Resumo: O câncer é uma das principais causas de morte em todo o mundo. A cada ano 8,2 milhões de pessoas morrem devido à doença. Dentre os tumores mais incidentes na população se destacam o câncer de pulmão e o câncer de mama. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de novos casos de câncer continuará aumentando apesar do enorme investimento no combate à doença. Somado a isso, o regime quimioterapêutico de primeira escolha para o tratamento destas doenças tem como limitação a alta toxicidade sistêmica e a quimiorresistência tanto inata quanto adquirida das células tumorais. Assim, várias substâncias naturais com potencial atividade antitumoral têm sido estudadas, dentre as quais se destaca o ácido rosmarínico (AR). O AR é um composto fenólico que ocorre naturalmente. É um éster derivado dos ácidos caféico e 3,4-dihidroxifenillático encontrado em diversas espécies vegetais, sendo originalmente isolado em 1958 da planta alecrim (Rosmarinus officinalis). O AR modula o sistema imunológico, possui ação anti-microbiana, neuroprotetora, inibe a proliferação celular e induz à apoptose (PETERSEN; SIMMONDS, 2003). Motivados pelas diversas atividades e benefícios do AR, realizamos um screening em um painel de linhagens de pulmão (H460/ A549), ovário (SKOV-3, A2780, OVCAR3) e mama (MCF-7/ MDAMB-231). Os resultados verificaram a eficácia citotóxica do AR em linhagens de câncer de mama triplo negativo MDAMB-231 e luminal A MCF-7 com redução de mais de 80% na viabilidade celular em monoterapia e aumento da sensibilidade aos quimioterápicos convencionais com redução drástica da IC50 em terapia combinada com paclitaxel e cisplatina. Os dados de citotoxicidade in vitro obtidos até o momento sugerem que o AR pode ser um promissor agente quimioterapêutico no combate ao câncer, em especial, o câncer de mama.

Palavras-chave: câncer de pulmão; câncer de ovário; câncer de mama; ácido rosmarínico; citotoxicidade; quimiorresistência; PI3K.

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