Estudo dos Efeitos Antineoplásicos da Atorvastatina em Monoterapia e em Terapia Combinada com Quimioterápicos Convencionais em Modelos In Vitro de Câncer de Mama

Nome: Diandra Zipinotti dos Santos
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/10/2017
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Daniela Amorim Melgaço Guimarães do Bem Examinador Interno
Leticia Batista Azevedo Rangel Orientador
Renata Dasmaschio Daltoé Examinador Externo

Resumo: O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e mais comum entre as mulheres, e sua taxa de ocorrência vem se tornando alarmante, configurando, desta maneira, um grande desafio à saúde mundial. É uma doença complexa e heterogênea, composta por múltiplos subgrupos com características biológicas e morfológicas distintas e apresenta diferentes manifestações clínicas e padrões de resposta às terapias vigentes. A alteração do metabolismo lipídico tem sido cada vez mais reconhecida como uma característica das células cancerosas. Estas alterações podem afetar a disponibilidade de lipídios estruturais para a síntese de membrana, síntese e degradação de lipídios que contribuem para a homeostase energética e para as funções de sinalização celular. Em consonância ao exposto, e em virtude da reduzida eficácia da quimioterapia atualmente em uso para determinados subgrupos de câncer, substâncias que interferem com o metabolismo lipídico, como é caso das estatinas, surgem como estratégias auxiliares promissoras no combate ao câncer. Neste estudo foi avaliado, em linhagens de câncer de mama, o efeito citotóxico da atorvastatina em monoterapia e em terapia combinada com medicamentos utilizados na clínica convencional. Os resultados mostraram que a droga testada tem atividade antitumoral em todas as linhagens de câncer de mama, sendo mais potente e eficaz para a linhagem MDA-MB-231. Adicionalmente, o efeito antineoplásico da atorvastatina parece estar associado à parada do ciclo celular na fase G1, bem como indução de autofagia. Ademais, a atorvastatina alterou a eficácia dos fármacos utilizados na clínica convencional, mas geralmente em concentrações mais elevadas do que as consideradas seguras e utilizadas na clínica.

Palavras chaves: Câncer de mama; metabolismo; atorvastatina;

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