Coloração de espécimes anatômicos para aplicação no processo de plastinação por meio de corantes histológicos: Floxina B, Safranina, Fucsina Fenicada e Tricrômico de Masson

Nome: Bruno Magela de Melo Siqueira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 17/09/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Athelson Stefanon Bittencourt Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Santana de Vasconcellos Bittencourt Coorientador
André Romero da Silva Examinador Interno
Athelson Stefanon Bittencourt Orientador
Joselito Nardy Ribeiro Examinador Externo

Resumo: O Estudo da Anatomia é conhecido há vários séculos e diante disso, a cada momento gerou várias repercussões nesta área das ciências biomédicas. Mesmo com o avanço nos setores tecnológicos, o ensino de conceitos anatômicos através de cadáveres nos cursos da saúde, ainda é essencial. Uma maneira mais comumente de se preservar peças anatômicas para estudos, é através de uma substância que foi descoberta em 1867 pelo alemão Hoffman por acidente: o formol, porém tal substância tem odor desagradável e irrita as vias nasais e a região dos olhos. A Plastinação é o que se tem de mais novo em se tratando de tecnologia para preservação de espécimes anatômicos. Tal técnica foi desenvolvida pelo alemão Dr. von Hagens em 1977 e seus princípios refletem na ideia de fazer a impregnação de polímeros (silicone, epóxi ou poliéster) nos tecidos biológicos, retirando a gordura e a água ali presente, aumentando assim a sua durabilidade e com aspectos próximos do objeto original. A Plastinação é isenta de substâncias conservadoras tóxicas, facilitando assim seu papel para fins didáticos e científicos. Utiliza-se o corante para uma melhor visualização das estruturas na peça anatômica e acabando assim com aquele aspecto de desgastado, ressaltando a cor verdadeira do objeto. Diante do exposto, desenvolveu-se um protocolo de coloração em tecido muscular esquelético, aplicado à técnica de Plastinação com os seguintes corantes: Floxina B, Safranina, Fucsina Fenicada e Tricrômico de Masson. Foi avaliada a interação do corante com o tecido muscular esquelético, gordura e tecido epitelial das amostras que foram utilizadas para a realização da pesquisa. Todos os corantes utilizados na coloração das peças macroscópicas conseguiram evidenciar certas estruturas como tendão, fáscia e tecido conjuntivo no interior do músculo. Também foi avaliada a fotodegradação destes corantes em solução. Foi percebido que os corantes que obtiveram resultados mais satisfatórios em relação ao tingimento dos espécimes foram os de caráter aniônico: Floxina B e Tricrômico de Masson, mas em relação à resistência dos corantes em exposição à luz, não foi possível eleger o que obteve o melhor desempenho, pois houve comportamentos diferentes das soluções quando expostas à luz. O protocolo final para coloração de tecidos musculares será aplicado no acervo do Museu de Ciências da Vida da Universidade Federal do Espírito Santo e no Departamento de Morfologia da mesma Universidade.

Palavras-chave: Anatomia, Tecido Muscular Esquelético, Plastinação, Corantes.

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